Um contundente pronunciamento realizado pelo padre James Altman, da paróquia de São Tiago Menor em La Crosse, Wisconsin, trouxe para o centro do debate público o dever moral dos fiéis católicos no momento de exercer o voto e a participação política. O sacerdote afirmou com firmeza que existe uma contradição insanável entre declarar-se católico e apoiar partidos ou políticos que promovem o assassinato de bebês indefesos no ventre materno.

Segundo informações do portal LifeNews.com, o sacerdote enfatizou que a política deve ser entendida fundamentalmente como uma atividade de ordem moral e que os fiéis possuem a obrigação irrenunciável de denunciar e rejeitar propostas que atentem contra os mandamentos divinos. O padre criticou duramente a omissão de setores do clero que evitam ensinar a verdade e advertiu sobre a gravidade espiritual de apoiar plataformas que financiam e promovem a cultura do aborto.

O dever moral do voto e a omissão de pastores na condução das almas

Em suas declarações, o padre Altman apontou que o apoio irrestrito do Partido Democrata ao aborto — incluindo o financiamento público de clínicas como a Planned Parenthood — opõe-se diretamente a tudo o que a Santa Igreja ensina sobre a inviolabilidade da vida humana desde a concepção. “Haverá 60 milhões de bebês abortados esperando nos portões do céu”, advertiu o sacerdote ao ressaltar a gravidade da responsabilidade individual de quem financia ou apoia direta e indiretamente agendas contrárias à lei divina.

O presbítero responsabilizou ainda a falta de instrução catequética e o silêncio de muitos pastores pela degradação moral vista na sociedade atual. Recordando a passagem bíblica do dilúvio nos dias de Noé, o padre explicou que o colapso cultural decorre do desconhecimento e do afastamento do Deus Todo-Poderoso. Para o sacerdote, o propósito fundamental da existência humana é conhecer, amar e servir a Deus, e essa premissa deve necessariamente guiar as escolhas políticas e sociais dos fiéis para a salvação de suas almas.

A incoerência do “católico de fachada” e a primazia da Lei Divina na política

As palavras do padre James Altman expressam uma verdade fundamental da doutrina católica que não pode ser diluída por conveniências partidárias ou pelo medo da rejeição do mundo secularizado. O ensino da Igreja Católica sobre a sacralidade da vida humana é absoluto e inegociável. O Quinto Mandamento da Lei de Deus — “Não matarás” — não admite relativismos nem concessões ideológicas.

É uma contradição lógica e espiritual inaceitável reivindicar a fé católica e, ao mesmo tempo, apoiar e votar em candidatos ou partidos que defendem o aborto, a eutanásia, a destruição da família tradicional ou as ideologias de gênero. Como ensina o Magistério perene da Igreja, o aborto provocado é um crime abominável. Nenhum benefício social, econômico ou político prometido por uma plataforma partidária pode justificar a cumplicidade com o derramamento de sangue inocente.

A omissão de muitos pastores e a covardia de certos setores eclesiais em denunciar o mal moral sob o pretexto de manter uma falsa “neutralidade” têm conduzido multidões de fiéis ao erro e à cegueira espiritual. A política não é um campo neutro e desprovido de moralidade; ela está submetida à lei natural e ao direito divino. Quando as autoridades civis promovem leis iníquas que atacam a vida e a dignidade humana, o cristão tem a obrigação moral de resistir e denunciar a injustiça, sob pena de tornar-se cúmplice do mal.

A fé católica exige coerência de vida em todas as instâncias, inclusive na urna eletrônica e no engajamento cidadão. O verdadeiro amor a Deus e ao próximo manifesta-se na defesa destemida dos mais indefesos de todos: os bebês não nascidos. Os fiéis católicos são chamados a rejeitar as ilusões do secularismo e das ideologias anticristãs, lembrando-se de que prestando contas a Deus por suas ações, não podem colocar qualquer aliança terrena acima da fidelidade ao Senhor da Vida.

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