A mídia oficial financiada pelas dioceses católicas na Alemanha espalhou grave conteúdo blasfemo contra a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. O portal oficial katholisch.de, a agência de notícias eclesial KNA e a rádio Domradio, da Arquidiocese de Colônia, divulgaram reportagens baseadas em um livro publicado por uma editora protestante que atribui a Cristo uma “propensão ao álcool”, “transtorno de controle de impulsos” e a incapacidade de distinguir doenças mentais de possessões demoníacas.

Segundo informações do portal InfoVaticana, os meios de comunicação mantidos com impostos eclesiásticos reproduziram a entrevista dos autores Simone e Claudia Paganini sem inserir qualquer ressalva teológica ou recordar o que o Magistério da Igreja ensina sobre o Redentor. As publicações chegaram ao absurdo de afirmar que a expulsão dos vendilhões do Templo teria sido um “arrebato de raiva” descontrolado e que a Bíblia descreve Deus como uma figura “narcisista e imprevisível”.

Erros metodológicos graves e a degradação do aparato midiático alemão

A acusação de que Jesus Cristo possuía inclinação ao alcoolismo demonstra uma desonestidade exegética primária. A passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 7, 34) na qual Cristo é chamado de “comilão e beberrão” traz, na verdade, uma calúnia proferida pelos seus adversários fariseus, e não uma descrição real da conduta do Salvador. Transformar um insulto dos inimigos de Cristo em diagnóstico histórico reflete a falta de rigor que guiou a publicação.

Da mesma forma, a expulsão dos comerciantes do Templo (Jo 2, 15) não consistiu em um surto de descontrole, mas em um ato profético e deliberado motivado pelo zelo pela Casa de Deus. A doutrina católica ensina de forma categórica que Nosso Senhor Jesus Cristo, por ser o Verbo Encarnado, foi provado em tudo, “exceto no pecado” (Hb 4, 15). O Terceiro Concílio de Constantinopla definiu que a sua vontade humana era perfeitamente submetida à divina, enquanto Santo Tomás de Aquino ensina que suas paixões humanas eram plenamente ordenadas pela razão, sendo incompatíveis com qualquer tipo de desordem ou transtorno psíquico.

O aspecto mais grave do episódio não reside na tese de autores seculares ou protestantes, mas na omissão do episcopado e dos editores católicos encarregados de proteger a fé. Nenhum editor responsável por esses veículos achou necessário incluir uma nota reafirmando a Doutrina da Fé, e nenhum bispo alemão exigiu retificação imediata das reportagens. O mesmo aparato midiático que há anos ataca a moral católica, promove o feminismo e exige a revisão de dogmas perenes, dedica-se agora a rebaixar o Filho de Deus à condição de um paciente psiquiátrico desordenado.

O dever de defender a Honra do Redentor contra a apostasia e a teologia liberal

A disseminação dessas teorias nefastas pelos próprios canais oficiais da Igreja na Alemanha é o sintoma trágico de uma profunda crise de fé e do avanço incontido do modernismo teológico. Reduzir o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, a um homem limitado, marcado por vícios e distúrbios psicológicos, não é uma abordagem ousada ou moderna: é uma heresia que nega a própria Encarnação e a obra da Redenção.

Ao tentar “humanizar” Cristo ao ponto de atribuir-Lhe o pecado e a desordem moral, a teologia liberal e o secularismo eclesial tentam destruir a Sua autoridade divina. Se Cristo fosse um homem sujeito a impulsos descontrolados e à dependência, Seu sacrifício no Calvário perderia o valor infinito e a Igreja não passaria de uma invenção humana edificada sobre os delírios de um pregador confuso. Essa visão ultrajante é fruto direto de uma mentalidade que abandonou a fé apostólica para abraçar o racionalismo ateu.

A omissão dos bispos alemães diante deste ataque explícito à santidade de Cristo revela as consequências de um sistema eclesial bureaucratizado, financiado por impostos e dominado por ideologias contrárias ao Evangelho. Aqueles que deveriam ser os guardiões do Depositum Fidei calam-se diante da profanação da imagem do Salvador, enquanto utilizam os recursos da Igreja para promover agendas de desconstrução doutrinária.

O Povo de Deus deve reagir com reparação espiritual, oração firme e repúdio absoluto a esse tipo de apostasia disfarçada de jornalismo. Nosso Senhor Jesus Cristo é o Rei dos Reis, o Cordeiro Imaculado, perfeito em Sua humanidade e soberano em Sua divindade. A Santa Igreja subsiste para proclamar a Verdade que liberta, e nenhum compromisso com as modas do mundo secularizado pode fazer a comunidade católica ceder diante de agressões à honra do Nosso Salvador.

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