
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, fez um apelo urgente ao Congresso Nacional para que legisle sobre a proibição e a limitação severa de procedimentos cirúrgicos e tratamentos hormonais de transição de gênero em menores de idade no país, segundo informações veiculadas pela imprensa colombiana, como o portal Caracol Radio e a revista Semana. A manifestação pública do mandatário ocorreu no âmbito da repercussão causada pela detenção do influenciador digital e ativista mexicano Samuel Adrián, preso temporariamente no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, devido a uma ordem judicial de desacato por se recusar a remover da internet um documentário no qual denunciava os graves perigos e as consequências irreversíveis de bloqueadores de puberdade e intervenções de mutilação genital em crianças.
Diante do acontecimento, o chefe do Executivo colombiano afirmou que decisões de tão extrema gravidade, que afetam a integridade física e psíquica dos jovens, não podem continuar sendo tomadas de forma arbitrária por meio de decisões judiciais isoladas, brechas em protocolos administrativos ou interpretações distorcidas de conceitos como a autonomia progressiva e o livre desenvolvimento da personalidade. De La Espriella destacou a urgência de aprovar iniciativas legislativas, como o projeto denominado “Lei Laura”, que visam proteger as crianças do adestramento ideológico e proibir expressamente intervenções médicas mutilantes ou hormonioterapias que violentem o curso natural do desenvolvimento infantil, enfatizando a prioridade absoluta dos direitos da infância e o dever inalienável dos pais na tutela e educação de seus filhos.
O posicionamento do governo colombiano reabre com vigor o debate parlamentar na América Latina sobre a urgência de frear a penetração de correntes ideológicas nas instituições de saúde e de ensino público, resguardando as novas gerações contra experimentos sociais devastadores promovidos sob o disfarce de cuidados de saúde de gênero.
A defesa da lei natural, a dignidade da pessoa humana e a sacralidade da infância na Doutrina Católica
A tentativa de impor a ideologia de gênero e promover procedimentos cirúrgicos ou hormonais para a suposta redesignação sexual de crianças e adolescentes representa um ataque direto e gravíssimo à ordem da Criação e à lei natural gravada pelo Criador na própria estrutura do ser humano. A Fé Católica ensina com clareza cristalina, fundamentada no livro do Gênesis, que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, criando-os homem e mulher, com uma complementaridade biológica e psíquica perfeita e inalterável que constitui a própria essência da pessoa humana.
A Igreja Católica, em consonância com o seu Magistério infalível sobre a dignidade da vida, condena categoricamente qualquer tentativa de amputação, mutilação ou alteração artificial do sexo biológico, especialmente quando infligida a menores de idade que não possuem o discernimento maduro nem a capacidade legal para compreender a gravidade e a irreversibilidade de tais atos. O Magistério Eclesial reforça na Declaração Dignitas Infinita sobre a dignidade humana que qualquer intervenção médica de mudança de sexo corre o risco grave de ameaçar a dignidade única que a pessoa recebeu desde o momento da concepção, ressaltando que o corpo humano participa ativamente da dignidade da imagem divina e não pode ser tratado como uma matéria-prima manipulável ao bel-prazer de modismos ideológicos ou interesses farmacêuticos.
A ideologia de gênero, ao tentar separar a identidade pessoal do sexo biológico determinado na concepção, dissemina uma mentira antropológica que gera profunda confusão mental, sofrimento psíquico e danos físicos permanentes nos jovens. As estatísticas e os testemunhos crescentes de pessoas que buscaram a “destransição” demonstram as tragédias humanas provocadas por esse ativismo desprovido de base científica e moral. Os pais de família possuem o direito primário e sagrado, concedido por Deus e pela lei natural, de educar e proteger seus filhos contra o adoutrinamento das correntes secularistas e desumanizadoras que visam destruir a família tradicional e corroer a inocência da infância.
É dever dos legisladores, governantes e cidadãos comprometidos com a verdade moral erguer uma barreira firme contra a profanação da infância e a disseminação de filosofias anticristãs. A aprovação de leis que proíbam terminantemente a amputação e a hormonização de crianças não é apenas uma questão de prudência política ou de saúde pública, mas uma exigência imperativa de justiça, caridade e proteção da lei divina no mundo temporal.
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