Uma escultura abertamente blasfema representando Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado e segurando duas metralhadoras modelo Uzi provocou forte indignação e repúdio na cidade de Marselha, na França. A obra, de dois metros de altura, é feita de resina pintada inteiramente na cor vermelha e foi criada pelo artista francês James Colomina sob o título Tu ne tueras point (“Não matarás”).

A peça foi instalada inicialmente ao ar livre no centro de arte urbana e hip-hop L’Aérosol Marseille, situado em uma antiga fábrica de sabão na zona norte da cidade. No entanto, diante da intensa reação negativa do público e do crescente receio dos organizadores de que a estrutura fosse danificada por fiéis revoltados com o ultraje, os responsáveis viram-se forçados a transferir a representação para um espaço fechado.

A profanação da imagem do Redentor em solo francês disfarçada de “arte urbana” evidencia o nível de degradação cultural e a permissividade de espaços de exposição públicos e privados para com ofensas direcionadas exclusivamente ao cristianismo.

O ultraje à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e a grave proibição de representações blasfemas

A instrumentalização sacrílega da figura de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz — o altar do Sacrifício Supremo pela redenção da humanidade — constitui uma grave ofensa à majestade divina e um ataque direto ao sentimento religioso dos fiéis católicos. A adição de armas de fogo à imagem do Crucificado desfigura a mensagem evangélica da salvação para transformá-la em uma provocação ideológica vulgar.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2148, ensina com severidade a gravidade de tais atos: “A blasfémia opõe-se directamente ao segundo mandamento. Consiste em proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, de censura, de desafio; em falar mal de Deus; em faltar-Lhe ao respeito nas conversas; em abusar do nome de Deus. […] É também blasfémia recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, reduzir povos à escravidão, torturar ou pôr à morte. […] A blasfémia é, em si mesma, um pecado grave”.

Do mesmo modo, o parágrafo 2120 classifica como sacrilégio a profanação ou o tratamento indigno das coisas e representações consagradas a Deus. A liberdade de expressão artística não possui caráter absoluto quando violada para atingir o que há de mais sagrado para milhões de batizados, sendo dever do cristão reparar moral e espiritualmente os ultrajes comatidos contra o Salvador.

A necessária resposta de reparação e a firmeza dos fiéis

O episódio em Marselha ressalta a urgência de a comunidade católica não se manter omissa nem indiferente diante das crescentes manifestações de cristofobia e profanação no Ocidente. A transferência da escultura para um local fechado demonstra que a reação firme e a denúncia pública dos fiéis possuem a capacidade de impor limites às agressões contra a fé.

A Igreja exorta os católicos a responderem a esses atos de sacrilégio por meio da oração de reparação ao Santíssimo Sacramento, da recitação do Santo Rosário e da exigência respeitosa, porém intransigente, para que as autoridades públicas e instituições culturais respeitem a fé cristã e a santidade dos símbolos do Evangelho.

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