
A sanha anticlerical da extrema-esquerda na França atingiu um novo nível de autoritarismo e intolerância. Um candidato presidencial do bloco de extrema-esquerda exigiu publicamente a destituição e a prisão imediata de um capelão militar católico, após o vazamento de uma gravação clandestina de sua homilia proferida na Catedral de Saint-Michel, em Carcassonne. Durante a celebração voltada aos integrantes do 3º Regimento de Infantaria Paraquedista da Marinha, o sacerdote exortou os militares a “terem coragem”, apontou a incompetência das autoridades governamentais e pediu para que os militantes da esquerda se acalmassem diante da Verdade anunciada.
O vídeo, gravado de forma covarde e sem o consentimento do sacerdote dentro da casa de Deus, foi instrumentalizado por setores radicais da política francesa para promover uma perseguição explícita contra o ministro de Cristo. A exigência de encarcerar um padre por suas palavras no púlpito expõe a sanha ditatorial da ideologia esquerdista, que busca amordaçar a Santa Igreja e subjugar a fé católica às conveniências do secularismo militante.
A intrínseca perversidade do comunismo e da extrema-esquerda contra o Evangelho
A tentativa de criminalizar a pregação de um sacerdote não constitui um fato isolado, mas reflete a essência do pensamento de extrema-esquerda e da herança comunista, histórica e doutrinariamente hostis à Igreja Católica. Desde a Revolução Francesa até os regimes totalitários do século XX, o desejo de controlar, silenciar ou destruir o clero sempre foi o objetivo primordial das ideologias revolucionárias.
O Magistério da Igreja é claríssimo na condenação dessas correntes ideológicas. Na encíclica Divini Redemptoris, o Papa Pio XI reafirmou que o comunismo e suas ramificações radicais são intrinsecamente perversos e incompatíveis com a civilização cristã. O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2425, reitera que a Igreja rejeita as ideologias totalitárias e ateias associadas aos movimentos de esquerda radical. A extrema-esquerda não tolera a existência de leis morais objetivas ou de pastores corajosos que denunciem o relativismo e o fracasso do Estado secularizado.
Ao exigir a prisão do capelão militar, o candidato de extrema-esquerda revela que seu objetivo real não é a defesa das instituições públicas, mas a imposição do terror ideológico e a subjugação da fé à agenda do Estado.
A coragem sacerdotal e o dever inegociável de proclamar a Verdade
A missão do sacerdote — especialmente daquele que serve às Forças Armadas — exige a transmissão da fortaleza cristã para que os fiéis e soldados enfrentem os males do seu tempo. A homilia é o momento sagrado de aplicação das Escrituras à vida concreta do rebanho. O clero não pode ser reduzido ao silêncio pelo patrulhamento ideológico ou pelo medo de represálias políticas.
A Doutrina Católica lembra que a liberdade de culto e a autoridade moral dos pastores não dependem da aprovação de governos temporais ou de partidos revolucionários. Os católicos são chamados a permanecer firmes em apoio aos sacerdotes que enfrentam a perseguição e o desprezo do mundo, lembrando-nos das palavras do próprio Senhor: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim” (Jo 15, 18).
Diante de mais este ataque da extrema-esquerda na França, a comunidade católica é convocada à oração e à vigilância na defesa da Santa Igreja, mantendo a fidelidade à Verdade e combatendo sem esmorecer os erros do secularismo e do radicalismo político.
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