
O Bispo Robert Barron, titular da Diocese de Winona-Rochester e fundador do renomado ministério Word on Fire, foi nomeado pelo presidente Donald Trump para compor a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF, na sigla em inglês). A nomeação do influente prelado e teólogo católico reforça o compromisso de monitorar, denunciar e combater a perseguição religiosa e as violações aos direitos de consciência promovidas por regimes autoritários e correntes ideológicas ao redor do globo.
A escolha de Dom Barron traz para o órgão governamental independente uma das vozes mais articuladas da Igreja na América do Norte. Conhecido por seu trabalho prolífico de evangelização, defesa do pensamento intelectual cristão e diálogo com a cultura secular, o bispo assume um papel estratégico na diplomacia humanitária e na salvaguarda dos direitos fundamentais da pessoa humana na esfera internacional.
A Liberdade Religiosa como direito primário e dom de Deus na Doutrina Católica
A atuação de bispos e leigos na defesa da liberdade de culto fundamenta-se nos princípios mais caros do ensino social e doutrinário da Igreja. A liberdade religiosa não é um privilégio concedido pelo Estado, mas um direito inalienável inscrito pelo próprio Criador na natureza de todo ser humano.
O Concílio Vaticano II, na Declaração Dignitatis Humanae, sobre a liberdade religiosa, estabelece formalmente no parágrafo 2: “Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Esta liberdade consiste no seguinte: todos os homens devem estar livres de coação, quer por parte de indivíduos, quer de grupos sociais ou de qualquer poder humano, de tal modo que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência, nem impedido de agir de acordo com ela”. Do mesmo modo, o Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2106, reitera que o direito à liberdade civil e religiosa deve ser reconhecido na ordem jurídica das sociedades.
A promoção da liberdade de fé exige que a voz dos cristãos se erga não apenas em favor de seus irmãos na fé que sofrem sob ditaduras anticristãs ou extremismos fundamentalistas, mas também na defesa do direito de toda consciência buscar livremente a Verdade sem a ingerência coercitiva do Poder Público.
O dever de combater a perseguição e ser voz para os perseguidos
A nomeação do Bispo Robert Barron ocorre em um momento crítico, no qual a perseguição aos cristãos atinge níveis alarmantes em diversas partes do mundo — desde as prisões arbitrárias e o fechamento de templos sob regimes comunistas até a violência promovida por grupos radicais em regiões da África e do Oriente Médio.
A presença de um bispo com profunda bagagem doutrinária e amplo alcance mediático na USCIRF representa uma esperança para os milhões de fiéis que sofrem em silêncio por professarem a fé em Cristo. Os católicos são chamados a apoiar esse trabalho através da oração, da conscientização e da contínua exigência de que os governos respeitem a soberania da consciência e o direito sagrado de adorar a Deus.
Que São Thomas More, padroeiro dos governantes e dos políticos, interceda pelo Bispo Robert Barron nessa nova missão, concedendo-lhe sabedoria, coragem e fidelidade inabalável ao Evangelho.
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