
O Tribunal Administrativo de Cundinamarca, na Colômbia, ratificou a anulação da lei municipal que instituía o Dia da Bíblia no município de Chía, data comemorada anualmente no dia 30 de setembro desde 2014. De acordo com informações veiculadas pela agência ACI Prensa, o órgão judiciário rejeitou o recurso apresentado pela prefeitura local e confirmou a sentença de primeira instância, alegando que a celebração pública do texto sagrado violaria os princípios de neutralidade, pluralismo e laicismo do Estado. A medida põe fim a um acordo aprovado pelo Conselho Municipal que visava promover os valores morais e a formação espiritual de famílias, crianças e idosos através das Escrituras.
A decisão judicial atendeu a uma ação movida por um cidadão que questionou a constitucionalidade do dispositivo legal sancionado com base na liberdade de culto. Em sua argumentação oficial, o tribunal alegou que a instituição da data comemorativa promovia um texto sagrado pertencente às tradições cristãs, o que, na visão dos magistrados, caracterizaria um privilégio confessional indevido em uma sociedade pluralista. No entanto, a legislação cancelada amparava-se na própria Lei de Liberdade Religiosa da Colômbia, a qual estabelece expressamente que a ausência de uma religião oficial não significa que o Estado deva agir de forma ateia, agnóstica ou indiferente aos sentimentos religiosos do seu povo.
O cancelamento do Dia da Bíblia em Chía insere-se em uma crescente onda de judicialização que visa banir qualquer expressão de fé da esfera pública no continente americano. Lideranças cristãs e juristas locais expressaram preocupação com o precedente aberto pelo Poder Judiciário, ressaltando que a falsa “neutralidade” alegada pelos tribunais acaba por discriminar a fé professada pela esmagadora maioria da população. A supressão da data comemorativa representa um retrocesso no reconhecimento da herança espiritual da sociedade e evidencia a pressão ideológica para isolar a Palavra de Deus do ambiente civil e comunitário.
O falso laicismo como arma anticristã, a perda das raízes morais e a defesa da Palavra de Deus
A decisão do tribunal colombiano de banir o Dia da Bíblia sob a justificativa de “neutralidade” expõe a ditadura do relativismo que tenta sufocar a presença da fé na vida pública das nações. A Doutrina Católica ensina de modo constante que a autoridade civil e as leis humanas devem estar subordinadas à Lei Divina e à ordem natural. A Bíblia Sagrada não é apenas um livro cultural, mas a própria Palavra de Deus revelada à humanidade para a salvação das almas e a edificação de uma sociedade fundada na justiça, na verdade e na virtude. Pretender banir as Escrituras do calendário civil para agradar ao secularismo é uma grave ofensa ao Criador e uma traição à identidade espiritual do povo.
A tese de que o Estado laico deve ser um Estado ateu ou hostil à religião é uma manipulação ideológica desenhada para desmantelar a Civilização Cristã. Sob o disfarce de “igualdade” e “pluralismo”, a engenharia social anticristã busca apagar qualquer vestígio de Deus das instituições públicas, abrindo caminho para que a immoralidade e o paganismo dominem os costumes. Enquanto juízes e burocratas se apressam em proibir a celebração da Sagrada Escritura, a grande mídia, as plataformas digitais e a cultura de massa trabalham em ritmo acelerado para impor pautas degradantes às famílias.
Investem-se recursos colossais na promoção do ativismo LGBT, da ideologia de gênero e da erotização da infância, apresentando a destruição da família tradicional como se fosse progresso e modernidade. Trata-se de uma estratégia sistemática: afasta-se a Bíblia e os Mandamentos de Deus da juventude para, em seu lugar, plantar a doutrinação do hedonismo, do relativismo moral e do materialismo egoísta. Onde a Palavra de Deus é banida pelo Estado, a sociedade colhe a dissolução das virtudes, o aumento da violência e a perda do senso do sagrado.
Diante do avanço do secularismo militante nos tribunais e na cultura contemporânea, os fiéis católicos são convocados à vigilância e à resistência irrestrita. A Palavra de Deus não pode ser acorrentada por decretos humanos ou sentenças judiciais. Os lares cristãos devem transformar-se em fortalezas inabaláveis de oração, onde a leitura diária da Sagrada Escritura, a recitação do Santo Terço e a fidelidade ao Magistério da Igreja protejam os filhos contra a contaminação ideológica do mundo. Apenas o retorno sincero aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo poderá livrar as nações da tirania do laicismo e restaurar a verdadeira paz na sociedade.
Deixe uma resposta