A Justiça de Bogotá, na Colômbia, emitiu uma polêmica decisão judicial que ordena ao presidente do país, Abelardo de la Espriella, a realização de um pronunciamento oficial em rede nacional e internacional de rádio e televisão para pedir desculpas públicas por suas manifestações de fé cristã durante a cerimônia de posse presidencial ocorrida em 7 de agosto. De acordo com informações veiculadas pelo portal InfoCatólica, a sentença proferida atende a um recurso movido pelo cidadão Omar Alberto Franco Becerra, sob a alegação de que a presença de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, a realização de orações e as aclamações a Cristo Rei teriam violado o princípio constitucional da “neutralidade religiosa do Estado”.

A determinação magistral estabeleceu que o mandatário colombiano deverá realizar a transmissão no dia 30 de setembro e declarar abertamente que se absterá de qualquer conduta que demonstre inclinação em favor da Igreja Católica ou de qualquer outra confissão religiosa no exercício do seu cargo. Além das desculpas impostas ao chefe do Poder Executivo, o juiz ordenou a expedição de uma diretiva presidencial para proibir atos de fé por parte do funcionalismo público em eventos estatais. A sanção judicial alcançou também o presidente do Congresso, Honorio Miguel Henríquez Pinedo, que foi obrigado a apresentar retratação perante a sessão plenária do Poder Legislativo por ter solicitado a bênção de Deus para a nação em seu discurso solene.

Os fatos que motivaram a ação judicial ocorreram em Cali, durante a transmissão da posse presidencial, momento em que o presidente da Conferência Episcopal Colombiana, Monsenhor Francisco Javier Múnera, esteve presente ao lado de outras lideranças e o novo presidente encerrou seu pronunciamento aclamando brados em honra a Jesus Cristo. A decisão de punir o ato devocional provocou imediata reação e perplexidade em diversos setores da sociedade colombiana e em entidades católicas internacionais, que enxergam na medida uma perseguição judicial contra a liberdade de expressão e um ataque ostensivo às raízes cristãs do povo hispano-americano.

A ditadura do laicismo militante, o silenciamento da fé e a urgência do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo

A decisão abusiva da Justiça colombiana reportada pela imprensa católica traz à tona a face mais autoritária do laicismo militante que domina as instituições do Ocidente contemporâneo. Sob a falsa alegação de defender a “neutralidade do Estado”, ativistas judiciais utilizam a máquina pública para tentar amputar a presença de Deus da vida social, rebaixando a fé a uma mera superstição tolerável apenas na intimidade das sacristias. A Doutrina Católica ensina de forma categórica que a laicidade do Estado não pode ser confundida com o ateísmo oficial ou com a proibição de que governantes e cidadãos prestem culto público ao Criador. O poder político e as nações têm o dever moral de reconhecer o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, de quem provém toda a autoridade legítima.

Exigir que um governante se desculpe por clamar “Viva Cristo Rei!” ou por buscar a proteção da Virgem Santíssima revela o duplo padrão e a hipocrisia do secularismo moderno. Enquanto a presença de símbolos cristãos e a menção ao Nome Sagrado de Deus são punidas com o rigor das leis e classifiedas como “violações institucionais”, o mesmo aparato estatal concede ampla liberdade e proteção para a difusão de conteúdos desconstrucionistas, tais como a ideologia de gênero, a cultura LGBT e campanhas de profanação dos valores morais tradicionais. A grande mídia e os órgãos de engenharia social celebram a exposição de pautas que destroem a família, erotizam a infância e promovem o aborto, mas rotulam a simples bênção de um bispo ou a invocação divina como ameaças à democracia.

O silenciamento da fé pública é a estratégia principal da revolução cultural para enfraquecer o tecido moral das nações. Quando um povo é forçado pelas autoridades civis a esquecer as suas raízes cristãs e a renegar a proteção de Nossa Senhora de Fátima, ele se torna vulnerável à degradação moral, à perda da soberania e ao avanço de filosofias materialistas que desprezam a dignidade humana. O presidente e os legisladores que mantêm o seu compromisso de fé cumprem um dever cívico e moral superior, lembrando que a ordem social justa só subsiste quando pautada na Lei Natural e no respeito aos mandamentos divinos.

Diante do avanço dessa tirania secularista, os fiéis leigos da Colômbia e de toda a América Latina não podem se calar nem recuar por medo de retaliações ou decisões judiciais injustas. É momento de rezar com maior fervor pelo clero, pelas autoridades que defendem a verdade e pela preservação da liberdade religiosa. A Igreja Católica, fortalecida pelo testemunho dos seus mártires ao longo dos séculos, continuará proclamando que nenhuma lei humana pode se sobrepor à Lei de Deus, e que o único caminho para a verdadeira paz e restauração das nações é a submissão humilde ao Reinado de Cristo Rei e ao Imaculado Coração de Maria.

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