
A apresentadora e pregadora Mary Kennedy defendeu publicamente a ordenação de mulheres ao sacerdócio durante sua alocução na tradicional Novena de Knock, realizada no Santuário Mariano de Knock, na Irlanda. O pronunciamento ocorreu diante de uma multidão de peregrinos na véspera das celebrações da Assunção de Nossa Senhora e da Festa de Nossa Senhora de Knock. Em sua pregação, Mary Kennedy expressou o desejo de que a instituição passe a admitir sacerdotisas e lamentou o que descreveu como um “ministério dominado por homens” no âmbito eclesial.
Segundo informações de agências internacionais de notícias, a declaração proferida no santuário mariano repercutiu entre os fiéis presentes e no debate público eclesial. O posicionamento trouxe novamente à tona as discussões sobre o papel da mulher na estrutura comunitária e sacramental, em um dos locais de maior afluência de peregrinos do país.
A doutrina do sacerdócio reservado e a dignidade própria da vocação feminina
A questão da ordenação sacerdotal na Igreja Católica envolve fundamentos teológicos e marianos consolidados ao longo dos séculos. A reserva do sacerdócio ministerial aos homens não reflete uma hierarquia de dignidade humana ou de capacidade de liderança, mas sim a fidelidade da Igreja ao modelo estabelecido por Jesus Cristo na escolha dos Doze Apóstolos e à natureza sacramental, na qual o sacerdote age na pessoa de Cristo, o Esposo.
Promover e reconhecer o valor indispensável da mulher na vida eclesial não exige a clericalização do leigo ou a alteração da essência dos sacramentos. Como demonstrado ao longo da história cristã por santas, doutoras da Igreja e líderes comunitárias, a verdadeira grandeza no Evangelho reside na santidade e no serviço, cabendo à comunidade valorizar as contribuições específicas e insubstituíveis das mulheres em todas as frentes da evangelização.
Deixe uma resposta