
A Igreja Matriz de Catanduva, localizada no interior de São Paulo, passou a abrigar uma relíquia de primeiro grau de seu padroeiro, São Domingos de Gusmão, santo espanhol falecido há mais de 800 anos. O fragmento ósseo de cerca de três centímetros, correspondente à metade de uma falange do dedo do santo, foi doado por um convento em Quebec, no Canadá, e entregue à diocese por intermédio de um casal de fiéis. A peça foi apresentada e exposta para a veneração da comunidade durante a celebração festiva em honra ao padroeiro.
Segundo informações do portal G1, a relíquia do tipo ex ossibus (“dos ossos”) veio acompanhada do seu certificado oficial de autenticidade, documento expedido em março de 1927. O pároco local, padre Fábio Pagotto Cordeiro, destacou a raridade de se obter um fragmento visível dessa proporção e celebrou a bênção concedida à comunidade. O novo tesouro espiritual passa a compor o acervo da matriz, que já abriga o maior conjunto de telas sacras do pintor Benedito Calixto reunido em um único templo no Brasil.
A presença das relíquias como elo vivo de fé e incentivo à santidade
A chegada de uma relíquia de primeiro grau de São Domingos de Gusmão a uma paróquia brasileira representa um acontecimento de profundo valor espiritual e pedagógico para os fiéis. Na tradição católica, venerar os restos mortais de um santo não significa adorar um objeto, mas sim reconhecer a ação concreta da graça de Deus na história humana e recordar que a santidade é um chamado plenamente possível e alcançável.
A acolhida desse fragmento em Catanduva fortalece os laços da comunidade local com a memória do fundador da Ordem dos Pregadores, cuja vida foi marcada pela defesa da verdade do Evangelho e pelo amor à oração. A presença visível desse sinal sagrado serve como um convite diário para que os leigos renovem seu zelo apostólico, inspirando-se no exemplo de fidelidade, humildade e caridade deixado por São Domingos.
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