
Duas ex‑freiras da comunidade das Clarissas de Belorado foram readmitidas à comunhão após deixarem grupo considerado esquemático; arcebispo de Burgos anunciou o gesto e explica o processo de reconciliação.
Duas religiosas que haviam sido laicizadas e excomungadas por integrarem um grupo que se separou da Igreja pós‑conciliar foram oficialmente recebidas de volta à comunhão católica pelo arcebispo de Burgos, Dom Mario Iceta, após um processo de conversão pessoal e retratação pública.
O que aconteceu
Em maio de 2024, parte da comunidade das Poor Clares (Clarissas) de Belorado anunciou que “deixava a Igreja conciliar” e passaria a seguir orientações de um bispo considerado sedevacantista, o que levou a medidas disciplinares canônicas contra as religiosas envolvidas. Duas das religiosas, que chegaram a ser laicizadas e tiveram sanções canônicas, passaram por um processo de acompanhamento espiritual e, na Quaresma seguinte, foram readmitidas à comunhão pela autoridade eclesiástica local.
Quem comunicou e qual foi o rito
A reconciliação foi anunciada pelo arcebispo de Burgos, que comunicou à Federação das Clarissas a decisão de levantar a excomunhão e readmitir as religiosas após a manifestação pública de arrependimento e a renúncia às posições que as afastaram da comunhão eclesial. O gesto ocorreu em contexto litúrgico apropriado, com acompanhamento pastoral.
Contexto mais amplo: por que houve laicização e excomunhão
A ruptura da comunidade de Belorado com a Igreja pós‑Vaticano II incluiu a adesão a posições que o magistério e a hierarquia consideraram incompatíveis com a comunhão eclesial. Quando membros de uma comunidade religiosa seguem ordens ou jurisdições não reconhecidas pela Santa Sé, a Igreja pode aplicar medidas disciplinares que vão desde advertências até a laicização e, em casos extremos, sanções canônicas como a excomunhão. O retorno à comunhão exige arrependimento público, retratação e acompanhamento pastoral
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